Quem dera
Quem dera Cronos exilar, pudera
Do inverno d'alma, em isolamento
São tantos ritos e tão longa espera
Tão certo e inexorável movimento!
Quem dera fosse audível esse lamento
Qual lira verberando, assim, plangente
Mostrando com que força se impusera
Negra noite, que progride lentamente
Tivesse dom de encantar tal melodia
E convertesse o coração de toda gente
Cálido abraço todo mundo oferecia (quem dera?)
Nessa alquimia que a tudo regenera
E o pranto lento nessa madrugada fria (quem dera?)
Findasse hoje, em doce primavera. .......................................................................................
Solidariedade, é tudo.


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