segunda-feira, 27 de junho de 2011

QUEM DERA



Quem dera


Quem dera Cronos exilar, pudera
Do inverno d'alma, em isolamento
São tantos ritos e tão longa espera
Tão certo e inexorável movimento!

Quem dera fosse audível esse lamento
Qual lira verberando, assim, plangente
Mostrando com que força se impusera
Negra noite, que progride lentamente 

Tivesse dom de encantar tal melodia
E convertesse o coração de toda gente
Cálido abraço todo mundo oferecia       (quem dera?)

Nessa alquimia que a tudo regenera
E o pranto lento nessa madrugada fria  (quem dera?)
Findasse hoje, em doce primavera.    
.......................................................................................
Solidariedade, é tudo.  

0 comentários: