quinta-feira, 14 de outubro de 2010

CARINHO


Ouço quando choras nu, no teu silêncio
Vem, repousa tua cabeça, teu pensamento
No meu colo que, sorrindo, te acalento
Vem, costuro a chaga aberta do teu peito.

Sinto, respiro sim, o ar tão pesado
Da tristeza em que pensas tua vida,
Sem nada;
E rego tua alma cansada
Alivio a dor,
Do abandono
E de todos os teus partos

Dou-te, e sempre sorrindo, a minha mão
Podes confiar!
Com o meu carinho
Podes contar.

Mais não peças, não.
Não cabe tanta ilusão.

Se fantasiando o fizeres
Serei depositária infiel
De teus sonhos.

5 comentários:

Mai disse...

Nossa, Lu, ternura antiga essa...

Me senti eu também acarinhando por aqui peitos e pés e costas e tudo...

A flor da pele estou inteirinha...
Flor e pele, sou eu...

Carinho, amiga,

Mai

José Fernando Nandé disse...

Fiquei sem palavras... Lindo, mesmo!

paula barros disse...

Oi, Luciene escrevi algo parecido ontem. Queria poder acalentar alguém, dá colo, estender a mão...


Mas não ficou bonito e emocionante assim. Gostei demais.

beijos

Mai disse...

Alguma coisa me diz que depositárias fiéis, por noites insones, acordaram de seus sonhos e agora talvez, elas mesmas, careçam de acalento, de colo e carinho.

Beijos, amiga.

Saudade tanta!!!

tossan disse...

Um afago poetico da alma. beijo