
Ouço quando choras nu, no teu silêncio
Vem, repousa tua cabeça, teu pensamento
No meu colo que, sorrindo, te acalento
Vem, costuro a chaga aberta do teu peito.
Sinto, respiro sim, o ar tão pesado
Da tristeza em que pensas tua vida,
Sem nada;
E rego tua alma cansada
Alivio a dor,
Do abandono
E de todos os teus partos
Dou-te, e sempre sorrindo, a minha mão
Podes confiar!
Com o meu carinho
Podes contar.
Mais não peças, não.
Não cabe tanta ilusão.
Se fantasiando o fizeres
Serei depositária infiel
De teus sonhos.

5 comentários:
Nossa, Lu, ternura antiga essa...
Me senti eu também acarinhando por aqui peitos e pés e costas e tudo...
A flor da pele estou inteirinha...
Flor e pele, sou eu...
Carinho, amiga,
Mai
Fiquei sem palavras... Lindo, mesmo!
Oi, Luciene escrevi algo parecido ontem. Queria poder acalentar alguém, dá colo, estender a mão...
Mas não ficou bonito e emocionante assim. Gostei demais.
beijos
Alguma coisa me diz que depositárias fiéis, por noites insones, acordaram de seus sonhos e agora talvez, elas mesmas, careçam de acalento, de colo e carinho.
Beijos, amiga.
Saudade tanta!!!
Um afago poetico da alma. beijo
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